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Relatório descreve atuação do engenheiro ambiental nos municípios capixabas

Publicado em 13 de outubro de 2020 às 21:45, com última atualização em 15 de outubro de 2020 às 13:02

A Associação dos Profissionais de Engenharia Ambiental do Espírito Santo (Apea-ES) deu início em 2019 ao Grupo de Trabalho Empregos (GT Empregos), onde foi realizado um levantamento da atuação dos engenheiros ambientais nas prefeituras do Estado. Foram realizadas notificações, campanhas de mídias e promoção de eventos, buscando valorização profissional. Este ano, os resultados do estudo deram origem ao Relatório Sobre o Panorama da Gestão Ambiental nos Municípios do Espírito Santo.

A elaboração do relatório foi feita pelos engenheiros ambientais que integraram o GT Empregos. A composição tem a presidente da Apea-ES, Mariana Barcellos; a coordenação do Conselheiro do Crea-ES, Filipe Emanuel da Silva Machado Bastos, além dos membros Daniel da Silva Erlacher; Lara Moreira Schulz; Mariana Marsaglia de Oliveira; Marina Jesus da Silva; Mireile Perdigão Paiva Gonçalves; Priscila Letro Caldeira Vieira;Nathany Angélica dos Santos; Raquel Vittorazzi e Viviane Menegussi.

Para o conselheiro do Crea-ES e coordenador do GT Empegos, engenheiro ambiental Filipe Emanuel da Silva Machado Bastos, o relatório de gestão ambiental traça um diagnóstico da situação de trabalho dos engenheiros ambientais nas prefeituras de todo o Estado.

"Este trabalho é resultado de um grupo de trabalho da Apea-ES, onde diversos engenheiros realizaram o levantamento do panorama no Estado. Tivemos grande melhoria de 2019 para 2020 no entendimento do papel do engenheiro ambiental nas prefeituras. Foi um trabalho importante que possibilitou a análise da atuação dos nossos profissionais em todo o Espírito Santo. O trabalho da Apea-ES, como entidade de classe do Sistema Confea/Crea, também aproxima o Crea-ES dos engenheiros ", destacou.

*Ranking*

No início de 2019, a Apea-ES iniciou um levantamento com objetivo de conhecer os municípios capixabas que dispunham de engenheiros ambientais para auxiliar na gestão ambiental.

Nos primeiros dados buscados em 2020, 41 municípios do Estado declararam possuir engenheiros ambientais atuando em prefeituras, contra 35 municípios em 2019, chegando aos 68% de aumento até março de 2020. Ainda segundo o levantamento feito em 2019, nos municípios que dispunham de engenheiros ambientais, havia 46 profissionais trabalhando nesses municípios. Já no levantamento feito em 2020, 51 engenheiros estão atualmente trabalhando nessas prefeituras.

Para verificar o nível de comprometimento com a gestão ambiental de cada cidade capixaba, a Apea-ES construiu o mapa da atuação do engenheiro ambiental no Espírito Santo.

Foram adotados critérios de pontuação, de acordo com os cargos que os profissionais ocupam em cada município. Naqueles onde há secretário de meio ambiente foram computados 10 pontos; onde há cargo de engenheiro ambiental, sete pontos; cargos de supervisão, gestão e gerência de área, seis pontos; onde há profissionais atuando como analista, assistente e/ou técnico em meio ambiente, cinco pontos; para cargos administrativos, três pontos; e para ART de cargo e função junto ao Crea-ES, dois pontos.

Os cinco melhores colocados no ranking da Apea-ES foram os municípios de Serra, em primeiro, com 52 pontos; Santa Maria de Jetibá, que ocupa a segunda colocação, com 37 pontos; Cariacica vem em terceiro com 27, seguido por Vitória em quarto lugar, com 25 pontos e Itapemirim em quinto, com 21.

O levantamento também constatou que a contratação de Engenheiro Ambiental é considerada como fundamental para o fortalecimento da gestão ambiental municipal. A orientação da Apea-ES é de que as prefeituras possuam pelo menos um engenheiro ambiental responsável pela gestão ambiental perante o Sistema Confea/Crea e Mútua, a fim de tornar a gestão ambiental do município mais eficaz, com profissionais capacitados para esse tipo de atuação.


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