Detalhes

Crea-ES eleva qualificação sobre Geração Distribuída

Publicado em 09 de agosto de 2019 às 12:57, com última atualização em 15 de agosto de 2019 às 14:32

Nos últimos anos, o incentivo para a produção e utilização de energia solar vem aumentando demasiadamente no Brasil. Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), em 2019 o setor deve crescer 44% graças aos estímulos da Geração Distribuída (GD). Com o tempo, as tecnologias da GD têm evoluído para incluir potências cada vez menores e, consequentemente, minimizar os impactos ambientais.

Tendo em vista que a busca por formas mais sustentáveis de produção é uma preocupação mundial, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado do Espírito Santo (Crea-ES) tem debatido constantemente sobre o mercado de energia fotovoltaica, o relacionamento de distribuidoras de energia, bem como a eletrificação dos transportes.

A partir de discussões sobre temas relevantes no âmbito da geração distribuída, o Crea-ES contribui para elevar o nível de qualificação dos profissionais que assumem projetos na área, além de colaborar com a capacitação.

Geração Distribuída

Conforme o artigo 14º do Decreto Lei nº 5.163/2004, atualizado pelo Decreto 786/2017, “considera-se Geração Distribuída toda a produção de energia elétrica proveniente de agentes concessionários, permissionários ou autorizados (...) conectados diretamente no sistema elétrico de distribuição do comprador”.

Geração Distribuída é, portanto, a produção descentralizada de energia elétrica conectada à rede de distribuição ou no próprio consumidor. Os consumidores independentes utilizam fontes renováveis de energia, como por exemplo, a energia solar, eólica, biomassa e hidráulica.

De acordo com a Absolar, a Geração Distribuída já se mostrava em ascensão no País entre os anos de 2017 e 2018, com expansão de 172%, contra 86% nas grandes usinas.

Em 2019 os projetos de GD devem acrescentar 628,5 megawatts (MW) em capacidade solar. O acréscimo equivale a 125%. Já as usinas fotovoltaicas devem somar 383 MW, o que representa 21% de avanço.

A expansão da fonte deverá aumentar o valor do investimento econômico. A Absolar estima um total de R$ 5,2 bilhões, com cerca de R$ 3 bilhões para a Geração Distribuída.

Região Sudeste

Os sistemas de geração solar fotovoltaica encontram-se em maior número na região Sudeste do País. São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo representam 45,9% de todo o sistema fotovoltaico do Brasil.

No ranking estadual, Minas Gerais é o maior representante da tecnologia. Em segunda lugar vem o estado de São Paulo e, em menores proporções, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Tal mérito é justificado pelos incentivos oferecidos para a Geração Distribuída, especialmente em Minas Gerais. Os dados divulgados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) informam que mais de 90 mil brasileiros utilizam esse modelo.

Estabelecimentos residenciais, comerciais e empresariais já adotaram essa realidade na busca por melhorias na economia e demais vantagens da autogeração.

Espírito Santo

Apesar do Espírito Santo ocupar a 15ª posição do ranking nacional de Geração Distribuída, o parque fotovoltaico capixaba quadruplicou em 2018. A Absolar espera que o mercado de energia solar cresça 250% até o final do ano.

O Estado vem investindo em diversos empreendimentos e projetos de energia solar, a exemplo de condomínios residenciais, fábricas e instituições de ensino.

Há de se destacar, diante disso, o Projeto Solares, da Universidade Federal do Espírito Santo. O projeto explora aplicações para a energia solar no Estado. Dentre as ações desenvolvidas, construiu um barco catamarã, movido à energia solar fotovoltaica.

Leia mais sobre o Projeto Solares.

No mais, o Condomínio Sun Invest, inaugurado no início de março, em Linhares, pretende colocar o Estado em um novo patamar no setor de energia solar.

Leia mais sobre o primeiro parque solar capixaba.

A energia fotovoltaica irá apresentar diversas soluções para os residentes de Linhares. Além de garantir a compensação do consumo de energia de quase 2.000 famílias, o parque irá evitar a emissão de quase 1,8 toneladas de CO2 por ano na atmosfera.

Brasil

A energia solar ocupa a sétima posição na Matriz Energética Brasileira, com 1,2% do mercado (2.056 MW). Em primeiro lugar, está a hídrica, com 60,8% (104.343 MW); em seguida vem a biomassa e a eólica, com 8,6% cada.

Além disso, o Brasil é um dos países que mais investiram em energia fotovoltaica em 2017, conforme dados fornecidos pela Snapshot Of Global PV Markets. Ao lado de países como China, Estados Unidos e Alemanha, o Brasil ocupa a 10º posição.

Na Geração Distribuída, a produção descentralizada e a redução da sobrecarga das linhas de transmissão de energia demandam menos trabalho de instalação, reduzem perdas elétricas, assim como diminuem os investimentos e os impactos ao meio ambiente.

Outra vantagem é o aproveitamento dos recursos renováveis. Os produtores utilizam fontes as quais promovem benefícios ao meio ambiente, como no caso da energia eólica e solar.

A multinacional austríaca Fronius é um exemplo do cenário promissor. A empresa é uma das líderes em tecnologia e em soluções de energia solar, responsável por mais de 30% do mercado brasileiro. Em 2018, totalizou mais de 100% em vendas. O resultado motivou a Fronius a continuar investindo no território brasileiro.

Acompanhando a tendência nacional e internacional, a Geração Distribuída de energia indica um sistema com mais eficiência, menos custo e, sobretudo, mais sustentabilidade.


Lara Mireny

Comunicação Crea-ES


Clique aqui para voltar