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"Vamos precisar da expertise da engenharia brasileira”, afirma vice-presidente eleito

Publicado em 03 de dezembro de 2018 às 15:21

Brasília, 29 de novembro de 2018.

O papel estratégico na engenharia no próximo governo foi tema do “Diálogos Infra”, evento realizado no dia 29/11 na sede da ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre). Na ocasião, o vice-presidente eleito, o gal. Hamilton Mourão, se reuniu com aproximadamente 300 representantes de entidades da área tecnológica de todo Brasil.

“Temos plena consciência de que a infraestrutura do país parou de crescer e vamos precisar da expertise da engenharia brasileira, que é exemplo, para nos desenvolvermos. Houve erros no passado? Houve, mas estão sendo pagos. O certo é que daqui para a frente temos que mudar. Recuperar empresas, recuperar a engenharia e ter orgulho do que sempre fizemos e sabemos fazer”, disse Mourão.

A presidente do Crea-ES, engenheira civil Lúcia Vilarinho, participou do evento. “O diálogo é fundamental para planejarmos dias melhores para nosso país. O Brasil precisa buscar o desenvolvimento e isso passa pela engenharia”, disse.

O “Diálogos Infra” teve o apoio de diversas entidades, entre elas o Confea e o Crea-DF. Trata-se de uma realização é do Sinicon (Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada – Infraestrutura), Anetrans (Associação Nacional das Empresas de Engenharia Consultiva de Infraestrutura de Transportes) e Aneor (Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias).

Confira abaixo alguns da fala do gal. Hamilton Mourão:

Manutenção de obras públicas

Ao responder uma indagação feita pelo presidente do Confea, eng. civ. Joel Krüger, que questionou sobre o fato de poucos recursos serem destinados à manutenção de obras públicas, Mourão agradeceu a Krüger e defendeu que projetos de manutenção acompanhem projetos executivos: “O gestor público não vê isso. Todas as grandes obras de infraestrutura têm que estar atreladas a um contrato de manutenção. Na aviação, isso é clássico”.

Compromisso e incentivo

Sobre a inclusão de engenheiros entre os servidores com carreira de Estado, questão colocada por Fátima Có, presidente do Crea-DF, Mourão disse concordar em incentivar “o comprometimento de quem trabalha pelo país” a fim de não haver mudanças ou mesmo paralisação de projetos de infraestrutura, custeados pelo governo com ou sem a participação da iniciativa privada. “No que puder, tocaremos o projeto para frente”, afirmou.

Carreira de Estado

Depois de falar por cerca de 20 minutos tratando de temas como segurança pública, saúde e educação, e com a constatação das limitações orçamentárias, Mourão alimentou a  “esperança” que ele encontra nas pessoas que confiam no futuro governo: “Financiamento público depende de equilíbrio fiscal, que implica a reforma previdenciária, e isso temos que aprovar de forma urgente para termos espaço no orçamento. Outra  grande ideia é desvincular as receitas da União”. Para tudo isso, Mourão reconhece que será preciso “muito trabalho de articulação junto ao Congresso Nacional”, mas ele acredita que os “parlamentares entenderão nossa realidade e as medidas propostas”.

Comunicação Confea


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