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Agronegócio injeta US$ 84,93 bi no Brasil e gera 90 milhões de postos de trabalho

Publicado em 11 de janeiro de 2017 às 16:33, com última atualização em 11 de janeiro de 2017 às 16:37

Um gigante no que diz respeito ao giro da economia brasileira, o agronegócio dribla a crise e representa 45% da balança comercial do país 

O setor do agronegócio movimentou US$ 84,93 bilhões na economia brasileira em 2016, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). O valor representa 45% do total da balança comercial do país, que fechou o ano com resultado de US$ 185,244 bilhões em bens e serviços vendidos para o exterior. Mais de 19 milhões de brasileiros estão empregados formalmente no setor, mas se incluídos postos de trabalho indiretos e trabalhadores informais o número chega a 91 milhões, de acordo com estudo do Cepea/Esalq (Centro de Estudos de Economia Agrícola da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz de Piracicaba, SP).

O presidente do Crea-ES (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo), Eng. Agrônomo Helder Carnielli, reforça a importância da cadeia para a economia do país e destaca a necessidade de um profissional qualificado nas várias atividades do campo.

“A cadeia do agronegócio dá suporte substancial à economia brasileira. Isso acaba por transformar o setor na grande âncora econômica do país. As várias cadeias produtivas desse setor: a agricultura, a produção animal, a produção de grãos, a fruticultura, entre outros, estão preparadas e qualificadas para abasteceram o país, movimentando a economia e gerando emprego e renda de maneira sustentável. Da mesma maneira que o profissional também deve estar”, afirma.

No decorrer dos últimos anos várias mudanças ocorreram no setor agronômico brasileiro, segundo Carnielli, que vão desde maior qualificação do profissional do campo, com diversas especializações e atividades, até a diversificação da agricultura para outras regiões, incluindo a sua integração com a pecuária e floresta, de maneira sustentável.

“O uso de novas tecnologias também foi responsável por grandes mudanças no cenário agrário brasileiro. Isso levou à modernização do campo e promoveu diversos impactos positivos para os membros da cadeia produtiva de alimentos”, destaca.

Em um cenário de recessão no país, o agronegócio vem apresentando um cenário positivo nos últimos anos, reforçando a representatividade de 22% no PIB (Produto Interno Bruto). Para o presidente da SEEA (Sociedade Espíritossantense de Engenheiros Agrônomos), Eng. Agrônomo Geraldo Fereguetti, durante o período de crise, o agronegócio se consolidou ainda mais como a esperança econômica no Brasil. “Muitos profissionais estão envolvidos na área, como engenheiros agrônomos, engenheiros florestais, técnicos agrícolas, zootecnistas e produtores rurais, além, claro, dos trabalhadores braçais. Ou seja, a agronomia brasileira comprovou ser sólida e capaz de gerar milhões de empregos”, afirma Fereguetti.

Samba enredo faz crítica equivocada ao agronegócio brasileiro

Apesar das constantes contribuições para a economia, a área - que se modernizou consideravelmente nos últimos anos - é alvo de críticas por parte do samba enredo do carnaval 2017 da escola de samba Imperatriz Leopoldinense, do Rio de Janeiro.

Um trecho do samba enredo insinua que a destruição de florestas, o domínio sobre a posse de terras indígenas e a poluição de rios está ligada à atividade produtora.

Geraldo Fereguetti, presidente da SEEA, pondera que as atividades e serviços do agronegócio são realizados com base na ciência, desde a adequação do solo até a logística de plantação e irrigação, e o próprio uso de defensivos agrícolas, com base em estudos e pesquisas.

A modalidade agronômica do país busca a todo o momento um crescimento sustentável, atrelado com os cuidados necessários com a fauna e flora brasileira, explica o presidente do Crea-ES, Helder Carnielli. “O profissional agrônomo e todos os envolvidos na cadeia vêm implantando diversas técnicas que permitem o desenvolvimento sustentável da agricultura e trazem aumentos de produtividade e lucro para o produtor. Este é, e sempre será o papel da modalidade”, conclui Carnielli.

Kayque Fabiano
Comunicação do Crea-ES


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